Santa Maria de Tuiriz, nº16, 27593 O Pumar, Lugo
+34 610 33 84 92
fogardopumar@gmail.com

Fogar do Pumar

Sou a Tania, filha e neta de lavradores, nasci e criei-me nesta aldeia chamada Tuiriz e os meus olhos vêem cada dia o esmorecimento do rural galego.

Desde que eu era uma criança a minha conexão com a natureza e com a vida da aldeia foi muito intensa, isto fez que fosse incapaz de ir embora. Para mim a vida em comunidade e no campo é fundamental para cualquer tipo de desenvolvimento pessoal mas também é um meio e um estilo de vida.

Toda esta ligação com o campo e a minha presença ante a sua despovoação e abandono, fez que o espírito de luta começasse a aumentar em mim. Isto ocasionou a procura de alternativas que façam possível reverter esta situação a começar desde o próprio âmbito local. Como activista convencida, não podia ficar de braços cruzados.

Fogar do Pumar é mais do que uma simples casinha de repouso, mais do que uma vivenda oficial de uso turístico. É um projeto claramente tingido de reivindicação da vida no campo. Abrir as casas fechadas e dar-lhe um uso, permitir que acomodem gente que de maneira pontual possa interagir com os vizinhos e vizinhas e possa conhecer o nosso lugar. Viajantes que nos ajudem a dar vitalidade às aldeias e ao mesmo tempo contribuam e tornem possível com a sua estadia a criação de empregos no rural galego. Que sejam cúmplices da gente que estamos a apostar por este jeito de vida alternativo. Tem a ver com a acolhida de viajantes respeitosos e conscientes da importância da sua presença na aldeia, com toda a responsibilidade que isso implica em matéria de integração com a vizinhanza. Falamos de turismo consciente e/ou sustentável, não massificado. Pola revitalização do rural galego! Turismo consciente e integrador.

Falamos sobre nós

A casa foi renovada recentemente na sua totalidade, os viajantes vão desfrutar das suas instalações completamente novas. Além disso, a decoração está sumamente cuidada e pensada. Quisemos que a vida campesina estivesse muito presente: a lembrança materializada na decoração com apeiros de lavoura tradicionais, o estilo decorativo retro-vintage nos seus quartos e o compromisso com a bioconstrução.

Completamente equipada, quando voçê entra sinte-se como em casa, como numa antiga pequena casa de aldeia. O Pumar conserva o encanto daqueles tempos de vida campesina que hoje tratamos de preservar.

Os nossos viajantes podem desfrutar de dous andares, conectados com o exterior graças a uma escaleira em pedra e corrimão em ferro forjado, que forma uma pequena varanda com vistas à rua. A estrutura externa é de pedra local tipo granito. Tem uma capacidade máxima para 4 pessoas e disponibilidade de berço para bebés. Ideal como alojamento para famílias e também para pequenos grupos de amigos.

História da casa

A Casa

Segundo andar

No segundo andar encontra-se a vivenda com 36 metros², consta de três espaços: um quarto duplo, uma casa de banho e uma cozinha com sala de estar. Todos os quartos estam perfeitamente equipados com os materiais necessários para uma estadia agradável. Assim mesmo temos WiFi gratuito em toda a vivenda e aquecimento de pellets exclusivamente no segundo andar.

Na cozinha o equipamento é completo: lava-louças, vitrocerâmica, frigorífico, exaustor, forno de microondas, torradeira, chaleira, cafeteira, batideira, etc. Ao lado da cozinha está o espaço dedicado à sala de estar com um sofá-cama.

Primeiro andar

O primeiro andar é um térreo de 36 metros²; nele encontra-se a zona do ferro de passar, máquina de lavar roupa, cabides metálicos, mesa-comedor… É um lugar de usos múltiplos, onde se pode comer ao fresco no verão, guardar bicicletas, brinquedos, etc, um lugar para o esparecimento. No passado aquí estava a corte e um pequeno armazém. As paredes forom revestidas com cal branco para sanear o ambiente e dar luz a esta parte, decorada com apeiros de lavoura que são parte da nossa história familiar; poderam ver um jugo, um arado tradicional de madeira e ponta de ferro, várias forquilhas, etc.

Arquitectura tradicional Galega

Em Tuiriz podem observar vários exemplos da arquitetura tradicional galega. Assim como as típicas Casas Senhoriais ou Casas Grandes do século XIX-XX que pertenciam a várias linhagens fidalgas da aldeia cos seus brasões de armas. Tambem contamos com um Pazo senhorial privado do s.XVII, duas igrejas em honra de Santa Maria e Santa Baia (ambas do s.XVI), uma capela do s.XVII en honra da Nossa Senhora do Carmo, uma alminha e uma Reitoral do 1890 que acompanha a um antigo economato.

Na aldeia existem fontes tradicionais que constituem parte do nosso patrimônio etnográfico. Todas elas estão espalhadas pelos diferentes bairros. O seu uso no passado tivo uma importância destacada pois fornecia aos vizinhos com este estimado bem. Devemos destacar a presença de um lavadouro de roupa comunal, muito usado em outros tempos pelas mulheres do rural quando não havia outro meio para lavar a roupa.

Em Tuiriz ainda dispomos de dois edifícios que serviram de escolas em tempos do franquismo e posfranquismo: “a Escola de Saa” para meninos e a “Escola da carretera” para meninas. Assim mesmo, “a Escola do Americano”, no bairro de Pacios (mista), foi a escola mais antiga, a escola dos nossos avós há perto de 100 anos.

Panorama

No nível paisagístico temos um estimado Monte Comunal, “O Ferroedo”. São 500 hectares distribuidas em diferentes aproveitamentos (pinheiros para venda de madeira, extração de resina, cultivo de cereais, pastarias de gestão pecuária, etc.) e com uma das melhores vistas à Ribeira Sacra no chamado Alto da Capela (656m. de altitude). Desde este alto têm uma visão de 360º da Ribeira Sacra e do seu entorno assim como vista direta do Vale de Lemos. Lugar perfeito para rotas a pé, a cavalo ou em bicicleta de montanha, desfrutar da natureza em estado puro enquanto se pode observar um sistema de autogestão em terras de propriedade comunal.

Em relação ao aprovetamento comunal do monte, no ano 2018 começou-se a fazer na aldeia a 1ª Festa da Malha tradicional. Nela representa-se a colheita e o processamento do centeio como se fazia há umas décadas. É uma festa de caráter histórico e etnográfico feita integralmente pelos vizinhos, atores principais na organização e representação da malha. Ficar no Fogar do Pumar da-lhe a oportunidade de viver uma experiência no rural, de visitar uma pequena aldeia cheia de história e com umas particularidades que a fazem.